Eu queria dizer sim, mas nada saiu da minha boca, além de um curto gemido. Quis dizer que, apesar de tudo, ainda existia muito de você aqui dentro. Mas agora era diferente - parecia que as traças haviam tomado conta do lugarzinho onde o amor é guardado, aqui dentro do peito, e estavam corroendo aquele sentimento, que já não andava bem. Machucado pela falta, ferido pelo orgulho e torturado pelo ciúme, aquele amor implorava por sua morte como um condenado infeliz. Pobre coração. Condenado a amar alguém que não sabe definir prioridades ou fazer escolhas. Alguém que não entende que, quando o amor é encontrado, se faz necessário cultivá-lo, para que outros sentimentos não sobressaiam e o destruam. O ressentimanto, o ciúme e a desconfiança são os piores carrascos, capazes de destruir até o mais lindo dos sentimentos.
Dizem que o amor verdadeiro não acaba, mas quem é capaz de resistir a tantos golpes? Quem resiste ao ter seu coração machucado repetidas vezes, sem poder fazer nada a não ser chorar baixinho, a noite inteira, sobre o travesseiro? Qual a verdadeira lógica de amar? Será que é permitir que o outro faça conosco o que bem entender, por julgar que estaremos sempre ao seu alcance? Talvez esse seja o erro dos amantes nos dias de hoje… Porque o amor, por mais belo que seja, também sangra, também machuca e nos faz sentir dores em lugares que nem sabíamos que existiam. O amor é capaz de causar feridas profundas, principalmente quando é sincero e forte demais; feridas difíceis de serem curadas…Todos nós queremos ser felizes. Será que não estaríamos nem tentando?”

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